" Se a sorte foi um dia alheia ao meu sustento, não houve harmonia entre ação e pensamento."

"Se a sorte foi um dia alheia ao meu sustento, não houve harmonia entre ação e pensamento." - Renato Russo
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

One Flew Over the Cuckoo's Nest

Ou "Um Estranho no Ninho", já um clássico referente à abordagem ao tema do Louco na sociedade, e de fato o filme trás discussões importantes sobre a condição acerca do indivíduo na sociedade, seus desejos e necessidades, particularidades e questionamentos sobre as padrões sociais que preservam todo o conceito de “normalidade” que uma sociedade doente pressupõe serem inatas em seus sujeitos políticos e cívicos.
O filme é de 1975, embala-se bem na onda da contracultura dos anos 60, que se configurou numa base distorcida para cultura pop, uma forma de manter sob controle a prematura e espontânea cultura jovem emancipada dos valores tradicionais da sociedade, instigada intelectualmente e disposta a quebrar muitos paradigmas. De certa forma o levantamento de questões sobre o enquadramento social do individuo presentes no filme refletem um refluxo dessa tendência nebulosa que visava abafar os desdobramentos políticos da cultura jovem a partir dos anos 60, vale-se também ressaltar que é um período de efervescência no mundo frente a difusão da cultura de massa, guerra fria e do vietman, dentre outros fatores contribuíram para a contextualização histórica desta abordagem (que não era novidade, desd’O Elogio da Loucura de Erasmo), reproduzida em outros filmes até mesmo nacionais como Bicho de Sete Cabeças, que é um excelente filme pois além de levantar questões sobre o enquadramento social do indivíduo preconceitos, tensões sociais, e o tratamento desumano de exclusão oferecido ao condenado “Louco”, também remonta discussões como relações familiares, paixão e perda e etc.
O Estranho no Ninho se desenvolve através de uma plano mais singular em que não apresenta com profundidade o passado nem os conflitos de cada paciente, lidando principalmente com o agora e a situação em que estão inseridos na clínica.


Bem, sem mais delongas vamos à sinopse:

quinta-feira, 24 de junho de 2010

IT

Reconhecendo algumas obras do Stephen King num primeiro momento, fui me interessando e acabei lendo quase meia dúzia de livros dele, em algum momento o considerei o mais notável escritor do gênero, e realmente o é considerado tal título confirmado pelos números de best sellers produzidos por ele, mas obviamente confirmando isto estaria cometendo uma injustiça com grandes escritores de horror e suspense e todos os seus subgêneros que certamente mereciam ao menos uma parte do reconhecimento de S.K. Com o passar do tempo fui reparando uma forçação de barra em sua narrativa, quase como um padrão que limitava seu estilo e repelia de certa forma alguma potencial de renovação ou afirmação de originalidade, explorando assim sempre um lado místico da personalidade humana, lembranças reprimidas, traumas de infância e "locais" mal assombrados, personagens híbridos como monstros, pragas virais e etc, instabilidade mental e fantasmas são elementos comuns de suas histórias, juntamente com personagens estruturados por camadas que permitem níveis de identificação.
Muitos dos seus livros ganharam traduções para diversos idiomas e também uma parte de sua obra foi adaptada para o cinema e outros formatos, o que o tornou bem POP e consequentemente uma máquina de produção dessas histórias, levando-o a trabalhar em roteiros, argumentos para filmes e se envolver em todo tipo de projeto até acabar por saturar-se de alguma forma. O primeiro livro que li foi Carrie, a estranha, pouco depois já comecei O Iluminado. Ambos os títulos contam com adaptação para o cinema, mas o mais válido citar é a versão do O Iluminado, estreada por Jack Nicholson e dirigida pelo ilustríssimo Fodelão Stanley Kubrick, que consagrou o título como um clássico da sétima arte, dando de alguma forma aos personagens e contexto da história um tom mais realista, apresentando a instabilidade mental  e as crises de Mr. Torrance pelo viés do factual isolamento, deixando o debate de uma presença sobrenatural que o motivaria em segundo ou talvez terceiro plano, algo que não agradou o autor da obra original, e talvez parte do seu público, mas que eu prestigiei de forma que chego a preferir o filme ao livro, apesar de ainda acha-lo muito bom.
Depois de algum tempo li o Cemitério, e apesar de hoje achar meio batida a história gostei de lê-la na época e principalmente da Pet Sematary do RAMONES estrategicamente inserida na filme de adaptação (rs), porém sem dúvidas, A COISA está entre as histórias mais relevantes da obra de S.K., porque de certa forma encontramos nela algum diferencial, talvez por ser um tipo de épico acabe nos prendendo de tal forma que seu exagerado número de páginas não nos agrida, e a leitura torna-se um lento esclarecimento sobre o passado de cada personagem e sua relação com a coisa. A coisa no caso seria a soma de todos os medos e tensões que envolvia a atmosfera de cidade pequena da pacata Derry, a violência sugerida através de todas as máscaras e hipocrisias, frustrações e tristeza dos adultos, o mal estar da cidade. A coisa se apresenta como Pennywise, o palhaço dançarino, um ser monstruoso que surge vitimando crianças, que são as principais atingidas pela influência da coisa devido sua sensibilidade. Basicamente seria em tese a soma dos seus piores medos, daqueles inconcebíveis, de gelar suas mãos e a boca do estômago, fazer-te faltar o ar e fechar os olhos tentando desaparecer enquanto chora de soluçar sentindo um tipo de medo terrível enterrado no seio de sua infância.
Um detalhe é que também foi produzido uma adaptação do livro para a tv, o filme não merece muitos créditos por ao meu ver não capturar a essência da narrativa nem a tensão da história, mas já é considerado um "clássico" apesar de ter uma dos piores finais adaptados que já vi na minha vida, teve repercussão em alguma altura dos anos 90, pois então, colocarei juntamente com um link para o download do livro o filme anexado no post pra quem quiser ver online, mas reguardarei minhas críticas ao livro poupando-me assim de comentar as nhacas do filme. Ok!

Vamos a Ele.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Ou "O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças".
Depois que fiquei sabendo da história fiquei muito interessado, me identifiquei bastante com o filme. Sofrer uma desilusão ou o choque de realidade é como estar sob o tratamento.Durante o filme pensei bastante sobre esquecimento... e a mensagem que tenho pra dizer sobre isso deixarei esta música do 509-E falar por mim.


É realmente, Relembrar é viver e esquecer é morrer. Foda esse som.


Bem, muito boa mesmo, mas sem enrolação vamos a sinopse do filme.

sábado, 5 de junho de 2010

Somewhere in Time

Ou "Em Algum lugar do Passado". É um filme de drama romântico que me peguei baixando e assistindo numa fossa.


Vamos à ele.

Seguidores